Sobre abreviaturas
O que torna uma abreviatura boa?
Uma boa abreviatura é mais curta do que o original, inequívoca no contexto e suficientemente óbvia para que o leitor consiga perceber a que corresponde. Se precisar de um glossário, está a custar mais do que aquilo que poupa.
As abreviaturas e as siglas estão relacionadas, mas não são idênticas. Uma sigla é pronunciada como uma palavra; uma abreviatura é, geralmente, uma forma abreviada pronunciada letra a letra ou como a palavra original, o que altera a forma como é usada na fala e o quão fácil é recordá-la.
O teste útil é verificar se a expressão continua a fazer sentido quando é lida por alguém de fora da sua equipa. As abreviaturas internas parecem naturais para as pessoas que as criaram e opacas para todas as outras — precisamente o público a que se destina a maioria dos textos.
O que verificar antes de adoptar uma
- Pesquise-a, porque coincidir com uma abreviatura já estabelecida na sua área cria confusão permanente.
- Verifique se não é já um produto, uma empresa ou uma organização conhecida.
- Diga-a em voz alta, sobretudo se for utilizada em conversas ou chamadas.
- Verifique outras línguas se operar internacionalmente.
- Confirme que é genuinamente mais curta na prática, e não apenas no papel.
- Pergunte se o termo é utilizado com frequência suficiente para justificar sequer a sua abreviação.
Escreva o termo por extenso na primeira ocorrência e mantenha ambas as formas disponíveis no texto. Os leitores chegam já a conhecer uma versão ou outra e, no caso de um termo recém-criado, a forma desenvolvida é a única que dá significado à forma abreviada.
Quando não abreviar
A abreviação é uma forma de compressão, e a compressão só compensa quando um termo se repete. Uma expressão que aparece duas vezes numa página deve ser escrita por extenso duas vezes; introduzir uma forma abreviada custa mais ao leitor do que aquilo que lhe poupa.
As abreviaturas também excluem. Cada uma é uma pequena barreira para quem não a conhece, o que as torna dispendiosas em textos dirigidos a principiantes e pouco dispendiosas em textos dirigidos a especialistas.
A convenção fiável é escrever a expressão por extenso na primeira utilização e abreviá-la daí em diante. Quando um texto omite a forma por extenso, geralmente esqueceu-se de para quem se destina.
Onde um gerador de abreviaturas é útil — e onde não é
É rápido a produzir formas abreviadas candidatas a partir de uma expressão, uma tarefa trabalhosa de fazer manualmente e que facilmente nos leva a fixar numa única opção.
Não consegue verificar se o resultado já está a ser utilizado, se significa algo infeliz noutro contexto ou se será adotado pela sua equipa. Essas verificações determinam se uma abreviatura resiste ao contacto com a utilização real.
Considere o resultado como uma lista restrita para investigar, e não como uma decisão.
Utilizar o gerador de abreviaturas
Introduza as suas ideias ou texto e a ferramenta propõe formas abreviadas. Fornecer a expressão-chave, em vez de uma descrição longa, dá-lhe material mais claro com que trabalhar.
Execute depois as verificações acima antes de fazer o commit, uma vez que mudar o nome após a publicação é consideravelmente mais dispendioso do que dedicar alguns minutos à pesquisa antecipadamente.
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